Protótipo · em desenvolvimento
Ecograph
O Ecograph nasceu de uma pergunta aparentemente simples: seria possível construir uma ferramenta moderna para compreender e modelar os fluxos de energia, matéria e organização dos sistemas?
A inspiração original vem da análise emergética desenvolvida por Howard T. Odum, mas o projeto vem crescendo para algo mais amplo: um ambiente computacional para representar sistemas vivos, acompanhar a proveniência dos dados, testar hipóteses e observar um mesmo sistema em diferentes escalas.
Pode ser uma floresta, uma fazenda, uma empresa, uma cidade ou uma bacia hidrográfica.
Essa possibilidade de aproximar e afastar o olhar é central para mim.
Quero poder observar o detalhe de um fluxo e, logo depois, enxergar a arquitetura do sistema inteiro.
Se o Observatório da Mantiqueira olha para a serra por janelas separadas — o céu, a paisagem, o sítio —, o Ecograph é a tentativa de juntar essas visões num mesmo sistema: do zoom mais fechado, um fluxo de água numa propriedade, ao mais aberto, a bacia, a serra e o que a atravessa.
No fundo, o Ecograph é também uma maneira que encontrei de explorar uma pergunta que me acompanha há muito tempo:
o que torna um sistema vivo diferente de um sistema que apenas funciona?

Onde está hoje
Por dentro são dois motores: o NewEmSim, que faz a matemática, e o Ecograph, que desenha. Aos poucos, o nome Ecograph passou a valer para o todo.
Roda como aplicação local: o diagrama é editável na tela, o cálculo acontece no mesmo processo e tudo fica gravado em arquivos legíveis. O núcleo não é o desenho, é o grafo — mover uma caixa não muda a ciência.
Ainda não é a álgebra geral do grafo nem simulação dinâmica. É um passo antes disso, conferido por uma bateria grande de testes a cada versão.